Sobre os autores:
Jamie Delano nasceu em 1954, na cidade de Northampton, Inglaterra, na qual vive até hoje. Ele trabalhava como motorista de táxi quando seu amigo Alan Moore lhe sugeriu que virasse roteirista de quadrinhos, apresentando-o a alguns editores. Seus primeiros trabalhos foram para a divisão britânica da Marvel, escrevendo títulos como Transformers e Doctor Who, e sucedendo Moore na elogiada série Capitão Britânia.
Ao lado de Moore, Neil Gaiman, Grant Morrison, Dave McKean e John Higgins, Delano foi um dos principais artistas da chamada “Invasão Britânica” dos quadrinhos, que tomou a DC Comics de assalto na segunda metade dos anos 1980, revolucionando as HQs mainstream norte-americanas com obras mais maduras, profundas e experimentais. Entre 1988 e 1991, Delano foi o primeiro roteirista da série Hellblazer, sendo responsável por quase toda a mitologia em torno do caçador de demônios John Constantine, criado por Moore como um personagem coadjuvante da revista do Monstro do Pântano.
Mundo Sem Fim, também publicado originalmente pela DC, veio em 1990. Depois, Delano passou os vinte anos seguintes alternando entre séries populares, como Homem-Animal, Batman e Crossed, e criações próprias, como Ghostdancing, Visões de 2020 e Nação Fora da Lei. Em 2012, ele se aposentou dos quadrinhos para se dedicar exclusivamente à literatura, já tendo publicado quatro romances desde então.
John Higgins nasceu em Walton, Liverpool, em 1949. Após sete anos no exército, formou-se em artes e passou a trabalhar ilustrando tratados médicos. Estreou nos quadrinhos aos 26 anos, produzindo frequentemente para a lendária revista 2000 AD e para a Marvel britânica, como desenhista, mas também como colorista e capista, ao lado de roteiristas consagrados como Alan Moore, Peter Milligan e John Wagner.
Nos anos 1980, foi responsável pelas cores dos clássicos Watchmen e Batman: A Piada Mortal, ambos escritos por Moore. Na época, sua colorização chamou muita atenção pela veia psicodélica e pela preferência por tons secundários, algo raro nos quadrinhos de super-herói até aquele momento. Após concluir Mundo Sem Fim, em 1990, seguiu dividindo seu tempo entre o mercado norte-americano, em séries como Hellblazer e Batman, e o mercado britânico, em Doctor Who e, principalmente, Juiz Dredd.
Em 2011, Higgins ganhou o Inkpot, um prêmio concedido na Comic Con de San Diego apenas a pessoas que contribuíram de forma notória para os quadrinhos e para a ficção científica. Em 2012, participou da série Antes de Watchmen, roteirizando e ilustrando a história paralela A Condenação do Corsário Carmesim.
“Mundo Sem Fim representa tudo o que os quadrinhos têm potencial para alcançar… uma bomba-mental psíquica de palavras e imagens que explodiu minha mente em pedacinhos sangrentos. Vinte anos depois, isso ainda me deixa perplexo. Cada quadro é uma obra-prima.”
– Black Gate Magazine
“Jamie Delano é simplesmente um dos roteiristas de quadrinhos mais talentosos e influentes de sua geração. Mundo Sem Fim remete a essa tradição de histórias de ficção científica como Riddley Walker, de Russell Hoban, e de autores como Burroughs, Ballard, Wyndham e outros.”
– CBR
“Como uma HQ tão cheia de excessos poderia não ser divertida? A imaginação conjunta de Delano e Higgins é delirantemente desenfreada, as tempestades de palavras de um são perfeitamente complementadas pelos visuais asquerosos do outro. Mundo Sem Fim é uma parada viajadíssima, cara. Aqui, a arte e a escrita estão superaquecidas ao enésimo grau.”
– Comix Experience
“A estética sombria e gótica do mundo cadavérico de Higgins lembra tanto o fim da Terra em A Máquina do Tempo, de H.G. Wells, quanto o poema Escuridão, de Lord Byron. Até mesmo suas cores, sinistras e subjugadas pela dureza do ar. E em um estilo poético não muito diferente do de Alan Moore em Monstro do Pântano, ou como se o Rorschach, de Watchmen, se tornasse o narrador de um documentário sobre um ecossistema distópico, Jamie Delano nos conta uma história muito interessante.”
– Sequart Organization

































